Há uma relação que já não faz parte da tua vida. E que, mesmo assim, continua a ocupar espaço dentro de ti.
Não é amor — isso já percebeste. É outra coisa, mais calada: a conversa que nunca aconteceu e que ainda repassas de noite, o corpo que se fecha quando alguém se aproxima a sério, a raiva que sobe sem aviso anos depois. E aquela pergunta baixinho: "porque é que eu ainda não superei isto?"
Não superaste porque ninguém te ensinou a desatar. Ensinaram-te a afastar, a calar, a seguir em frente como se não doesse. Mas afastar não é soltar — e o teu corpo conhece a diferença.
Este círculo é um espaço seguro para desatares esse nó. Numa manhã, entre mulheres, vamos cortar o laço com o passado, olhar a mulher inteira que és hoje e curar o ventre que tudo carregou.
Não venho deste lugar de quem já chegou. Venho de quem também está a desatar os seus próprios nós — e é por isso que trago esta oportunidade, e que não te julgo em nada.
Não vens apagar a tua história. Vens fechá-la com paz, e voltar a ti.