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A VOZ CONTRA O ABSURDO

Nasci em Petrópolis. Cresci cercado pelas montanhas, pelas florestas e pelas águas da Serra Fluminense. Foi ali que aprendi uma das lições mais importantes da minha vida: toda geração tem a responsabilidade de entregar um lugar melhor para a próxima.
Essa responsabilidade me levou à ciência.
Sou biólogo, mestre, doutor em Ciências Ambientais e pesquisador. Passei anos estudando problemas, analisando dados e buscando soluções concretas. Depois veio o empreendedorismo. E, como milhões de brasileiros, descobri que o maior obstáculo para quem quer produzir não é a falta de talento, mas um Estado pesado, burocrático e ineficiente.
Foi na vida real que entendi o que significa pagar impostos abusivos, enfrentar insegurança jurídica e ver o esforço de quem trabalha ser tratado como fonte inesgotável de arrecadação.
Foi aí que percebi que o problema do Brasil não é o brasileiro.
O problema é um sistema que recompensa privilégios, protege os poderosos e dificulta a vida de quem produz.
Eu não entrei para a política porque precisava de um cargo.
Entrei porque me recuso a aceitar que o absurdo vire rotina.
Não aceito que corrupção seja tratada como algo inevitável, não aceito que a burocracia destrua sonhos, não aceito que Brasília viva distante da realidade de quem acorda cedo para trabalhar, não aceito que a liberdade seja relativizada, não aceito que instituições deixem de servir ao cidadão para servir aos próprios interesses.
Acredito em um Brasil onde o mérito vale mais do que o sobrenome.
Onde a ciência orienta boas políticas públicas, onde o empreendedor é respeitado, onde o dinheiro público é tratado com responsabilidade, onde a lei vale para todos.
E onde o Senado cumpra o seu verdadeiro papel: fiscalizar, limitar abusos de poder e defender a Constituição.
O Rio de Janeiro merece voltar a ser representado por alguém que conheça o estado inteiro, que escute as pessoas, que tenha independência para enfrentar qualquer governo e coragem para enfrentar qualquer privilégio.
Não faço parte de dinastias políticas, não vivo da política.
Minha independência é o meu maior patrimônio, não prometo milagres. Prometo preparo, prometo trabalho, prometo coerência, prometo nunca abrir mão dos princípios que me trouxeram até aqui, porque política séria não se faz com grito, se faz com coragem, com conhecimento, com responsabilidade e, acima de tudo, com propósito.
Chegou a hora de construir um novo caminho para o Rio de Janeiro, um caminho baseado na liberdade, na responsabilidade e na verdade.
Chega de normalizar o absurdo essa é a nossa missão.

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