Nasci em Petrópolis. Cresci cercado pelas montanhas, pelas florestas e pelas águas da Serra Fluminense. Foi ali que aprendi uma das lições mais importantes da minha vida: toda geração tem a responsabilidade de entregar um lugar melhor para a próxima.
Essa responsabilidade me levou à ciência.
Sou biólogo, mestre, doutor em Ciências Ambientais e pesquisador. Passei anos estudando problemas, analisando dados e buscando soluções concretas. Depois veio o empreendedorismo. E, como milhões de brasileiros, descobri que o maior obstáculo para quem quer produzir não é a falta de talento, mas um Estado pesado, burocrático e ineficiente.
Foi na vida real que entendi o que significa pagar impostos abusivos, enfrentar insegurança jurídica e ver o esforço de quem trabalha ser tratado como fonte inesgotável de arrecadação.
Foi aí que percebi que o problema do Brasil não é o brasileiro.
O problema é um sistema que recompensa privilégios, protege os poderosos e dificulta a vida de quem produz.
Eu não entrei para a política porque precisava de um cargo.
Entrei porque me recuso a aceitar que o absurdo vire rotina.
Não aceito que corrupção seja tratada como algo inevitável, não aceito que a burocracia destrua sonhos, não aceito que Brasília viva distante da realidade de quem acorda cedo para trabalhar, não aceito que a liberdade seja relativizada, não aceito que instituições deixem de servir ao cidadão para servir aos próprios interesses.